#41 Ponte Pênsil do Porto

Em 1837, o Estado Português contratou, com a empresa francesa Claranges Lucotte & Cie a construção da estrada Lisboa Porto, incluindo a nova ponte pênsil. Em 2 de Maio de 1841 foi lançada a primeira pedra da Ponte com projecto dos engenheiros Mellet e Bigot. A construção ficou praticamente concluída no início de 1843.

A ponte dispunha de dois obeliscos de alvenarias de 18 m de altura, de cada lado, do cimo dos quais pendiam os de suspensão do tabuleiro de 6 m de largura. O vão central tinha 150 metros, de um total de 170 m, entre a escarpa dos Guindais e o sítio do Penedo, em Gaia. Os cabos, com 220 fios de ferro cada, mantinham o tabuleiro a 10 m acima do nível das águas e estavam ancorados em poços verticais de 8 m (lado do Porto) e de 14 m(do lado de Gaia).

Esta belíssima ponte foi objecto de variados ensaios de carga. Um primeiro á custa de vigamento colocado no tabuleiro e fazendo rolar 103 pipas cheias de água! Logo seguido de outro que consistiu em abrir simultaneamente todas a pipas, alijando a sobrecarga de vigamento ao mesmo tempo. A terceira prova de resistência consistiu a travessia de ponte por imensa multidão ao som festivo da banda de musica do regimento da Infantaria Nº6! Apesar de tudo, porém, rezam certas crónicas que ela abanava como varas verdes.

Todavia , a ponte foi inesperadamente aberta ao transito em 17 de Fevereiro de 1843, apesar de alguns trabalhos nos acessos ainda estarem por concluir. É que uma imprevista cheia se avizinhava, e esta decisão teve de ser tomada.” in paginas.fe.up.pt

A Ponte Pênsil, ou também apelidada de Ponte D. Maria II manteve-se em funcionamento durante cerca de 45 anos, até ser substituída pela Ponte D. Luís I, elevada mesmo ao seu lado. Actualmente sobram da sua existência os pilares e as ruínas da casa da Guarda Militar, que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens a quem a atravessasse.

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  1. eu defendo a ponte pensil, a ponte transparente, a ponte golgota, a nova ponte para a segunda linha do metro pra gaia.. etc. quanto mais pontes houver a cruzar o rio douro melhor. (tambem nao exageremos, mas estas todas que citei sim). reforçar a imagem de cidade das pontes parece-me de todo adequado. e pontes destas (as pedonais) nao sao muito caras de fazer… ainda pra mais no douro, que tem 400 metros dum lado ao outro.

    • Se compararmos o Porto com outras cidades europeias atravessadas por um rio (e podemos fazer a analise considerando Porto e Gaia como sendo uma cidade só pois socialmente assim funciona), é fácil concluir que as pontes existentes não são demais. Eu também defendo a construção de novas obras de arte a unir ambas as margens.

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