#47 Ponte do Vouga ou Ponte D. João V

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“Arquitectura de comunicações, quinhentista e setecentista. Ponte de tabuleiro com ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos. Três arcos pertencentes à reforma setecentista e doze da construção quinhentista. Dos arcos quinhentistas. o quarto e o quinto da série geral, são baixos, de desigual altura, para permitirem a rampa. O sétimo e o oitavo constituem o centro, e são dotados de pegões, alçando-se os talhamares.

Ponte de tabuleiro plano, formando ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos, semicirculares e em asa de cesto, desiguais entre si. O tabuleiro encurva na parte média, voltando-se para montante a concavidade. Guardas em ferro e passeios em paralelepípedos, ladeiam o pavimento alcatroado. Num dos acrotérios que ligam a guarda uma inscrição referindo o sua construção.

A Ponte joanina apresenta dois períodos distintos de construção, a do séc. 16 e do 18, distinguindo-se a as duas partes pelo aparelho utilizado e o traçado. Pertencem ao séc. 18, seguindo de sul para norte os três primeiros arcos; os doze restantes são quinhentistas. A obra setecentista teve por fim libertar dos lodaçais e inundações o trajecto inferior, elevando o pavimento por meio de arcos e não por terraplenos, para que as águas das enchentes se escoassem facilmente. Esses três arcos são perfeitos de traçado e execução. Os arcos antigos encontram-se siglados, pertencendo grande parte desses sinais ao alfabeto gótico final.” (in monumentos.pt)

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Inscrição existente na ponte: ESTA OBRA MAN / DOV FAZER O SENH / OR DOM IOAM REI / DE PORTUGAL O Q (v) INTO 5 QEV (SIC) DEOS G(UAR)DE / 1713 A (NOS).

No dia 12 de Novembro de 2011, e como se pode comprovar pela fotografia, a ponte ruiu num dos seus tramos. Transcreve-se o artigo seguinte do blog engenhariaeconstrução.com:

“Ruiu na noite passada uma ponte quinhentista sobre o rio Vouga. A queda da ponte da Estrada Nacional 1 (EN1) provocou a queda de um homem ao rio Vouga, tendo este sobrevivido por ter conseguido ficar agarrado durante mais de meia hora a um dos pilares, pedindo por socorro. Obviamente que depois da queda surge a polémica e o que é certo é que a ponte estava interdita aos veículos motorizados desde há cerca de um ano atrás, estando apenas aberta para as pessoas passarem. Em poucos meses o pilar da ponte assentou alguns centímetros pelo que se previa que o desastre estava iminente. A câmara municipal de Águeda já tinha encomendado um estudo sobre a conservação e segurança da ponte a uma empresa especializada, estudo esse que recomendava uma intervenção e que a ponte fosse encerrada ao trânsito no entretanto.

A câmara cumpriu o encerramento da ponte mas não avançou com a intervenção com base nas dificuldades económicas do município. Aguarda-se agora para saber se a câmara municipal de Águeda vai finalmente avançar para a tal intervenção… sempre a jusante dos desastres, como acontece tantas vezes em Portugal. (…)”

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