Arquivo de Março, 2019

#61 Viaduto da Ferradosa

 

O Viaduto da Ferradosa permite o acesso à Ponte da Ferradosa a partir da margem Norte, seguindo paralelamente ao rio Douro.

Tem uma extensão total de cerca de 320m, repartidos por 14 vãos aparentes a rondar os 7m. O tabuleiro foi realizado em betão armado, essencialmente por elementos pré-fabricados, e é uma obra bastante peculiar.

Contém 13 pilares-parede muito largos, com secção rectangular variável em altura, onde apoiam directamente as vigas de suporte do tabuleiro.

No encontro esquerdo (do lado de Alegria), as vigas do tabuleiro apoiam directamente sobre os muros testa do encontro tipo cofre, enquanto no encontro direito (lado Ferradosa), foi executado parte de um pilar, que serve de apoio às vigas.

A obra apresenta uma largura total de 7.10m repartida por dois passeios laterais com 1.20m. Os passeios são conseguidos por intermédio de painéis de laje pré-fabricados, com secção transversal em “u” invertido, que assentam sobre vigas-consola dispostas transversalmente aos pilares. Existem três vigas-consola por pilar.

O tabuleiro dispõe ainda de guarda-balastro pré-fabricados, no interior à laje do passeio e praticamente toda a sua extensão, apoiados igualmente na viga-consola. Existem zonas onde os elementos guarda-balastro foram substituídos pela laje do tabuleiro.

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#62 Ponte da Ferradosa

A Ponte da Ferradosa permite o atravessamento ferroviário do rio Douro. Insere-se num vale em “V”, cujo escoamento do Rio é controlado pela Barragem da Valeira, a jusante, não existindo obstáculos próximos da obra de arte.

A ponte foi construída na sequência da construção da Barragem, de forma a garantir a cota de máxima cheia e o tirante de ar necessário à navegação (7m), e substitui uma ponte centenária constituída por tabuleiro metálico apoiado em pilares de alvenaria de granito, localizada a montante.

A ponte possui uma extensão total de 570m, correspondendo aproximadamente 194m ao desenvolvimento dos dois encontros (em muros de avenida) e 376m ao tabuleiro. Por sua vez, o tabuleiro é constituído por 3 estruturas distintas: 2 estruturas de acesso, uma em cada margem e realizadas em betão armado; e uma estrutura central realizada em treliça metálica.

A obra é dotada de aparelhos bloqueadores nos apoios de transição, que unem as estruturas de betão com a estrutura treliçada central para as acções horizontais longitudinais, como é o caso da acção da frenagem/arranque dos comboios e da acção sísmica.

A obra possui aparelhos de apoio unidireccionais (móveis longitudinalmente) do tipo “pot bearing” em todos os apoios, para transmissão das cargas verticais e forças horizontais no sentido transversal ao tabuleiro.

Nos encontros, existem batentes de neoprene “nas prumadas verticais do estribo de apoio do tabuleiro, cuja função passa por transmitir as forças horizontais exercidas no sentido tabuleiro-encontros. Estes apoios acabam por funcionar em complemento com os bloqueadores dos apoios de transição, na transmissão das forças horizontais longitudinais do tabuleiro para os maciços dos encontros.

Os pilares foram executados em betão e apresentam uma secção transversal circular com um diâmetro de 3 m. Nos apoios intermédios das estruturas de betão existe apenas um fuste por apoio, enquanto nos apoios de transição e nos apoios intermédios da treliça metálica existem dois fustes por apoio. Todos os pilares assentam em fundações directas.

Os encontros são realizados em maciços de betão simples, com grande altura e desenvolvimento em planta, dotados de armadura “de pele” no seu contorno exterior.

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