Archive for the ‘ Dia-a-dia ’ Category

#58 As Pontes da minha Vida em 2014

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2014 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A New York City subway train holds 1,200 people. This blog was viewed about 5,700 times in 2014. If it were a NYC subway train, it would take about 5 trips to carry that many people.

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#56 Ponte de D. Maria Pia

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“A utilização do ferro fundido, a partir do último quartel do século XVIII, e do aço laminado que, em 1870, veio substituir o do ferro laminado (para além do próprio betão armado, já em período finissecular), possibilitou a edificação de um vasto conjunto de pontes absolutamente essencial à expansão das linhas de caminho-de-ferro em plena Era Industrial, além de permitir uma maior criatividade aos seus projectistas, graças às características dos novos materiais utilizados, ultrapassando muitas das dificuldades impostas pela própria geografia do terreno.
Eram, na verdade, planos que se enquadrariam na perfeição no conceito generalizado de “Arquitectura do Ferro”, então profusamente incrementado pela nova burguesia que lhe dera vida e sentido, bem como à própria sociabilidade de raízes liberais, substanciada nas múltiplas possibilidades económicas proporcionadas pelo vertiginoso desenvolvimento científico-teconológico. E apesar de ter sido a Inglaterra a presenciar as primeiras experiências neste domínio da engenharia, foi a ponte concebida por Gustave Eiffel (1832-1923) para Bordéus, em 1860, conhecida por La Passerelle, que acabou por servir de modelo a todas quantas foram doravante erguidas.

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Um pouco à semelhança do que sucedeu noutros recantos europeus, a construção de pontes em Portugal acompanhou o próprio processo de abertura de novas estradas, no âmbito da política Fontista de meados de oitocentos, período geralmente conhecido por Regeneração.
E foi neste ambiente, que a primeira ponte metálica lançada em território nacional teve lugar na cidade do Porto, sobre o rio Douro, a conhecida “Ponte Pênsil”, certamente graças à grande actividade comercial que caracterizava a urbe e à considerável comunidade de origem britânica que aí residia desde há longa data. Com efeito, mesmo que representasse um notório avanço, o prolongamento da linha do Norte até às Devezas, não parecia satisfazer em pleno os objectivos da cidade do Porto, uma vez que impelia à concentração da actividade comercial em Gaia, ao mesmo tempo que impedia a ligação tão esperada com as linhas férreas do Minho e do Douro, razões suficientes para que cedo se equacionou a possibilidade de inaugurar uma estação de caminho de ferro no Porto, à qual ficaria ligada a das Devezas por uma ponte lançada sobre o rio Douro.

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E é, precisamente, neste contexto que deveremos analisar a inauguração da ponte D. Maria Pia (1847-1911) a 4 de Novembro de 1877, com a presença do par real português.
O início da sua construção, nos primeiros dias do ano anterior, resultou de um longo processo de avaliação das propostas apresentadas ao concurso internacional entretanto aberto, com a selecção final do projecto delineado por Gustave Eiffel, com base em critérios estéticos, conceptuais e financeiros, e no qual assumiram um papel de relevo dois engenheiros portugueses, Manuel Afonso de Espregueira e Pedro Inácio Lopes.

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Com uma estrutura leve, a ponte inclui um arco biarticulado com um vão de cento e sessenta metros que, através de pilares em treliça, suporta o tabuleiro ferroviário de trezentos e cinquenta e quatro metros de comprimento colocado a cerca de sessenta e um metros acima do nível médio das águas.” in DGPC

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“É a mais famosa ponte do Porto, a primeira grande obra de Gustavo Eiffel, e um marco importantíssimo na história das pontes. A Ponte Maria Pia, de uma extraordinária leveza, é um arco biarticulado que suporta o tabuleiro ferroviário de via simples através de pilares em treliça. O arco vence um vão de 160 metros e foi construída num período incrivelmente curto: inicaram-se os trabalhos em 5 de Janeiro de 1876 e foram concluídos a 31 de Outubro do ano seguinte! A inauguração solene deu-se a 4 de Novembro de 1877 pelos Reis D. Luís e D. Maria Pia de quem tomou o nome.

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De facto durante a construção a ponte foi designada por D. Fernando, em memória do Rei Artista mas a Rainha autorizou que na inauguração lhe dessem o seu nome.

Para a sua construção foi realizado concurso internacional ao qual se apresentaram 4 concorrentes com soluções bem diferentes. A da empresa G. Eiffel et C.ie é sem dúvida a mais bem conseguida estruturalmente e do ponto de vista estético, além de ser a mais barata.

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Uma memória publicada pelo próprio Eiffel na Revista de Obras Públicas e Minas descreve pormenorizadamente o cálculo dos vários elementos da ponte.

Foi esta a primeira obra importante de Eiffel que segundo um modelo semelhante realizou mais tarde o, também famoso, “Viaduc de Garabit” (1880-1884) com 165 m de vão (cinco metros mais do que a ponte D. Maria) e só depois a estrutura da Estátua da Liberdade em Nova Iorque (1884-1886) e a Torre Eiffel símbolo da Exposição Universal de Paris em 1889.

A ponte esteve em serviço durante 114 anos até à entrada em serviço da Ponte de S. João em 1991″ in fe.up.pt

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#55 As Pontes da minha Vida em 2013

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

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A New York City subway train holds 1,200 people. This blog was viewed about 6,100 times in 2013. If it were a NYC subway train, it would take about 5 trips to carry that many people.

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#1.2 A Ponte Eiffel em Viana do Castelo, Cadernos Vianenses, Tomo 43

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Aqui fica mais uma referência à Ponte Eiffel em Viana do Castelo. Se foi com ela que o blog começou, será natural ser aqui referenciada sempre que possível. Desta vez aproveito para partilhar um artigo publicado no Tomo 43 dos Cadernos Vianenses, elaborado pelo colega e amigo Rui Areal e por mim. Procurámos com esse artigo fazer uma descrição estrutural da ponte com linguagem corrente, tentando sempre que possível fugir aos chavões da engenharia. Achámos igualmente interessante introduzir o mesmo artigo com uma breve referência ao Engenheiro e Construtor Gustave Eiffel.

O artigo pode ser consultado na integra aqui: Cadernos Vianenses,Tomo 43

#48 As Pontes da minha Vida em 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um excerto:

600 people reached the top of Mt. Everest in 2012. This blog got about 9.700 views in 2012. If every person who reached the top of Mt. Everest viewed this blog, it would have taken 16 years to get that many views.

Clique aqui para ver o relatório completo

#37 Ponte da Arrábida

Em dada altura da década de quarenta, constatou-se que a circulação no tabuleiro superior da Ponte D. Luiz I, entre o Porto e V.N. de Gaia, se fazia com muita dificuldade, e reconheceu-se a necessidade de uma travessia alternativa. Em Março de 1952 a J.A.E.(Junta Autónoma das Estradas), adjudicou a elaboração dos anteprojectos a um Engenheiro de Pontes de renome mundial – o Professor Edgar Cardoso. O projecto viria a ser aprovado em 1955. Das inúmeras pontes que Egar Cardoso erigiu por todo o mundo, a da Arrábida, no Porto, foi a obra que consagrou definitivamente a engenharia portuguesa, afirmando-se na época, como o maior arco de betão armado do mundo.

 O arrojo, vanguarda e originalidade desta obra impressionara até técnicos estrangeiros de renome, pelo que vieram repórteres de jornais e televisões estrangeiras para fotografar e filmar a queda do cimbre metálico que iria suportar a estrutura de betão. Este cimbre teve que ser fechado ao centro de uma forma muito particular – içando a partir do rio o conjunto central (78 m, 500 toneladas), por meio de dericks, até o fechar completamente.
O seu vão de 270 m, e 52 m de flecha, arco esse constituído por duas costelas ocas paralelas, de 8 m de largura ligadas entre si por contraventamento longitudinal e transversal, que suporta um tabuleiro com cerca de 27 m de largura. 

Os trabalhos tiveram início em Março de 1957 e a ponte foi inaugurada a 22 de Junho de 1963. A sua construção implicou o uso de 58.700 m3 de betão armado, para além de 2.250 toneladas de aço em varão, e 2.200 toneladas de aço laminado, no cimbre utilizado.
A ponte da Arrábida foi assim a primeira ponte do Douro a ser inteiramente realizada pela engenharia portuguesa.” in paginas.fe.up.pt

 

 

#36 As Pontes da minha Vida em 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um excerto:

Um comboio do metropolitano de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 6.100 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 5 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo