Archive for the ‘ Por visitar ’ Category

#54 Ponte Luiz Bandeira

A Ponte Luiz Bandeira, em Sejães, na EN333-3 localiza-se no vale do rio Vouga, a nordeste do lugar desta freguesia, no concelho de Oliveira de Frades, distrito de Viseu. É considerada como sendo a mais antiga ponte de betão armado em utilização no nosso país, e uma das mais velhas da Europa.

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Esta ponte em “formigão de cimento armado” foi projectada pelo engenheiro Moreira de Sá e construída pela empresa dos engenheiros construtores Moreira de Sá & Malevez, concessionários em Portugal do sistema patenteado Hennebique de 1882. O projecto da Ponte Luiz Bandeira mostrou-se problemático, havendo conflitos e falhas de comunicação entre Moreira de Sá & Malevez, o Governo Português, e os engenheiros da Hennebique em Paris [Tavares 2008].

Existem muitas incertezas quanto ao início da obra, contudo, este terá ocorrido em 1906. A conclusão da obra foi no dia 14 de Setembro de 1907. O processo de construção foi acidentado, tendo parte da cofragem para a construção do arco da ponte sido arrastado devido a uma grande enchente que ocorreu em 1906 [Tavares 2008].

A estrutura inicialmente tinha 44 m de comprimento, 4.5 m de largura, dos quais 0.75 m para cada um dos dois passeios, com uma única faixa de rodagem com 3 m de largura. Constituída por dois arcos paralelos entre si com 32 m de abertura e uma flecha de 6.4 m. Estes arcos encontram-se unidos entre si por um conjunto de vigas transversais. O tabuleiro assenta em duas vigas longitudinais apoiadas nas extremidades em dois contrafortes de betão (revestidos a betão), a meio pelo arco e entre estes por um conjunto de pilares travados por vigas longitudinais e transversais. A espessura da laje do passeio era de 0.10 m, e a do pavimento era de 0.12 m. Para a construção da obra foram empregues 16 toneladas de aço Bessemer e 60 m3 de betão (“formigão”); o peso total do tabuleiro era cerca de 167 tonf e a sobrecarga considerada para o cálculo da estrutura foi de 78 tonf, no qual corresponde a uma carga uniformemente distribuída de 3.9 kN/m2 sobre a laje [ROP 1908].

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Com o passar dos anos, os meios de transportes evoluíram desde os veículos de tracção animal até aos veículos motorizados pesados, resultando num aumento significativo das cargas que conduziram a uma degradação acelerada da estrutura. Assim, a ponte sofreu obras de requalificação que decorreram durante o ano de 1951 e prolongaram-se por mais de meio ano. Recorrendo à técnica de encamisamento (adição de armaduras e uma camada de betão) foram reforçadas vigas, pilares e arco. Para manter a forma original da ponte, os acabamentos das arestas dos pilares e das vigas foram feitos de forma cuidada [Pereira 1998].

Texto completo pode ser consultado em “Estudos da Ponte Luiz Bandeira em Sejães

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#53 Ponte de Chazelet

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Ponte pedonal da autoria de Joseph Monier, foi terminada em 1875 e é considerada a primeira ponte em betão armado. Está localizada em Saint-Benoît-du-Sault, em França.

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A largura da estrutura é de cerca de 4,25 m e de comprimento de 13,80 m. As vigas são integrais com a laje e os guarda corpos são no estilo rústico, imitando madeira, uma técnica decorativa descrita hoje pelo termo: faux bois.

[E]22 Nova ponte sobre o rio Sabor

A nova ponte da Portela, no concelho de Torre de Moncorvo, abriu hoje ao tráfego. Esta é uma das quatro travessias que EDP tem em execução na região do Baixo Sabor, decorrentes das obras de contrução da barragem do Sabor, noticia a agência Lusa.

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“A nova travessia vai ajudar a resolver um estrangulamento do trânsito em ambos os sentidos que era verificado na velha ponte da Portela”, que vai ficar submersa com o enchimento da albufeira do Baixo Sabor, disse Lopes do Santos, diretor do projeto hidroelétrico.

A nova ponte tem uma extensão de 268 metros e liga as margens do rio Sabor atravessadas pela Estrada Nacional 102. A EDP considera que a solução encontrada para este restabelecimento da ligação resolveu “o estrangulamento de trânsito” que se verificava na antiga ponte da Portela, tendo a vantagem de “não obrigar a nenhuma intervenção no produtivo Vale da Vilariça”.

Ler mais: Expresso Online

#52 Ponte da Lagoncinha

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Ponte localizada na EN508 em Lousado, Vila Nova de Famalicão é em cantaria, com tabuleiro ligeiramente rampante, com guarda plena e pavimento lajeado, assente sobre seis arcos diferentes, apresentando-se uns em volta perfeita e outros quebrados. É ritmado por talhamares triangulares e quadrangulares.

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Cronologia: Época romana – Possível existência de uma ponte romana, por onde passava a via que ligava Porto a Braga; Idade Média – possível substituição da antiga ponte romana por uma outra nova; 1502, cerca de – caiu um arco da parte do lado do Porto tendo a Câmara daquela cidade procedido à sua reparação; 1533 – referências a novas reparações; 1563 – novas referências a reparações; séc. 18, meados – a criação da Barca da Trofa levou ao abandono da ponte da Lagoncinha no trajecto Porto / Braga; 1858 – a Barca da Trofa foi substituída por uma ponte de madeira até que nesta data foi construída uma ponte pênsil depois substituída por outra da cimento armado; 1952 – a ponte é submetida a profundas obras de restauro e reconstrução; 1953 – conclusão de obras restauro. (in monumentos.pt)

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(Informação retirada do site da SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico)

 

#51 Ponte George Washington

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Se há cidade no mundo com as pontes mais carismáticas é Nova Iorque. Recentemente publiquei um artigo referindo a construção / substituição da Ponte Goethals. Decidi então pesquisar um pouco sobre outras pontes e resolvi, desta vez, partilhar alguma informação sobre a Ponte George Washington. A Ponte George Washington (em inglês: George Washinton Bridge) também conhecida por GWB, é uma ponte que conecta a ilha de Manhattan em Nova Iorque ao estado de Nova Jérsia, passando sobre o Rio Hudson.

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Criação dos engenheiros Othmar Ammann e Cass Gilbert, a ponte iniciou a sua construção em setembro de 1927 e foi concluída em outubro de 1931 e tem um comprimento total de 1.450 m atingindo uma altura de 184. O seu maior vão livre é de 1.100 m! A sua principal característica é o facto de ser uma ponte suspensa, permitindo dessa forma um vão livre desse comprimento. Na altura da sua construção detinha o título de maior ponte suspensa do mundo, sendo referenciada por Le Corbusier como a ponte mais bonita do mundo. Em 1962 foi adaptada para receber um segundo nível de circulação. A sua construção terminou 8 meses antes do prazo estipulado, sendo os seus custos consideravelmente inferiores ao orçamentado.

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No ano de inauguração atravessaram a ponte cerca de 5.509.900 veículos. Nos dias de hoje estima-se que seja utilizada por cerca de 108 milhões de veículos anualmente, tornando-a assim a ponte com mais trânsito do mundo!

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Algumas curiosidades de engenharia:

  • o peso da ponte é de cerca de 600.000 ton
  • as torres que suportam os tirantes principais de suspensão do tabuleiro foram construídas com cerca de 43.000 ton de aço
  • os tirantes da ponte têm um comprimento total de 172.300 km, o equivalente a 4 voltas à terra pelo equador ou meia viagem até à lua
  • foram escavados 229.366.457 m3 de rocha para a execução do encontro do lado de Nova Jérsia
  • o encontro do lado de Nova Iorque é constituído por 126.151.552 m3 de alvenaria

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Mais informações sobre a GWB aqui!

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Algumas fotografias da sua construção:

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#49 Ponte Filipina sobre o Rio Zêzere

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A Ponte Filipina sobre o Rio Zêzere, no concelho e distrito da Guarda, foi construída em 1631, durante o domínio filipino em Portugal.

A ponte é constituída por quatro arcos em alvenaria de pedra granítica apoiados em três pilares situados no leito do Rio Zêzere, e em dois encontros localizados nas margens, elementos estes também constituídos por alvenaria e pedra granítica argamassada com dimensão variável.

O tabuleiro tem uma extensão longitudinal de aproximadamente 90 metros, medidos entre faces de encontros. A largura da plataforma de circulação é de 3.75m.

Os arcos que constituem o apoio ao tabuleiro são constituídos por alvenaria de cantaria de granito com geometria bem definida com junta argamassada, materializando quatro vãos livres com 18.40 m, 16.65 m, 15.90 m e 15.40 m, respectivamente.

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Os três pilares centrais apresentam uma construção semelhante, sendo constituídos por pedra de alvenaria de granito. Apresentam uma secção aproximadamente rectangular constituída por segmentos rectos com 4.0m de desenvolvimento e uma largura média de 4.0m, terminando em quebra-mares triangulares.

Os encontros – E1 localizado a Poente da obra de arte e E2 a Nascente – são do tipo cofre, sendo igualmente constituídos por elementos de alvenaria granítica. No prolongamento dos encontros existem muros avenida de comprimentos variáveis entre os 18 m e 50 m.

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#45 Ponte Salvador – Itaparica

 

Vai ser construída uma ponte de 12 Km que vai unir Salvador à Ilha de Itaparica. O projecto da obra esteve a cargo do consórcio formado pela OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht Transport. A ponte terá 6 faixas de trânsito, tendo no total uma largura de 27 metros. Os pilares da ponte terão um afastamento de 200 a 250 metros, permitindo assim que se veja a paisagem da baía. A construção deverá durar cerca de quatro anos, começando em 2014 e terminando em 2018.


Um aspecto muito particular desta ponte é o trecho móvel, por onde a estrutura das vias rodará sobre o próprio eixo permitindo assim a passagem de elementos de elevado porte, como por exemplo plataformas de petróleo. Este trecho terá um vão de 160 metros, e quando estiver em funcionamento o trânsito será interrompido, até que o processo seja completado.

 

 

Veja de seguida um vídeo onde pode ver a ponte que vai ser construída, assim como o funcionamento do trecho móvel.

Prevê-se que o custo de construção da mesma ascenda a R$ 7 bilhões.

O artigo original pode ser consultado na página Engenharia E Construção

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