Archive for the ‘ Viagens ’ Category

#59 Ponte Edgar Cardoso (Figueira da Foz)

Figueira da Foz 9 - Ponte Edgar CardosoA Ponte da Figueira da Foz tem um desenvolvimento total de 1421 m distribuído pelo encontro esquerdo com 25 m, o viaduto da margem esquerda com 630 m, a ponte com 405 m, o viaduto da margem direita com 315 m e o encontro direito com 46 m.

e14c763d-e006-4a16-95a2-6f9ddc21fd97O perfil transversal envolve uma plataforma com 20.00 m de largura, constituída por duas faixas de rodagem de 7.50 m cada, dois passeios de 2.00 m cada e um separador central de 1.00 m.

PonteA ponte de tirantes tem um desenvolvimento de 405 m e está dividida em três tramos, possuindo os tramos extremos 90 m e o tramo central 225 m. O tabuleiro, misto de aço e de betão, é suportado por duas torres auto-estáveis, dois pilares de transição e 6 pares de tirantes em cada torre com continuidade sobre estas.

1847_pte_edgar_cardoso_figueira_da_foz_s0006155As duas torres são de betão armado, e elevam-se cerca de 80 m acima do nível do plano médio de água. São compostas por quatro elementos rectangulares ocos, inclinados longitudinal e transversalmente, unidos dois a dois no seu topo e por uma grande travessa de secção quadrada e oca posicionada ao nível do coroamento. Estes elementos estão ainda interligados aproximadamente a meia altura, ao nível dos apoios do tabuleiro, por elementos laminares. Entre o tabuleiro e a base das torres, os elementos rectangulares inclinados estão reforçados por abas laminares nas direcções longitudinal e transversal.  Na base, cada uma das torres é suportada por quatro poços cilíndricos ocos com 5.00 m de diâmetro exterior e 4.20 m de diâmetro interior. Sobre estes poços existem quatro maciços cilíndricos, com 4.00 m de diâmetro, interligados entre si por vigas de betão armado pré-esforçado, com perfil em I.

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#57 Ponte das Várzeas

Ponte metálica, também conhecida como o Viaduto das Várzeas, é uma infra-estrutura ferroviária da Linha da Beira Alta, sobre a Ribeira das Várzeas, e está localizada junto à localidade de Luso.

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Foi construída pela Casa Eiffel, com um comprimento total de 280 m. A mesma foi aberta em Agosto de 1882. Mais tarde, em 1958 a ponte original foi substituída por uma outra erguida pela empresa alemã Krupp.

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[E]23 Ponte 25 de Abril com novas cores

Há criaturas fantásticas na ponte 25 de Abril

autoria José Vicente/GAU// data 10/02/2014 – 11:51

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Os pilares da ponte 25 de Abril, em Lisboa, têm novas cores, em composições de larga escala sob o tema “Natureza Viva”. O projecto conta com a participação de sete criadores nacionais — José Carvalho, Klit, Kruella d’Enfer, Mosaik, Regg, Tamara Alves e Violant — e inclui ainda um muro vizinho, em Alcântara. “Num ecossistema que se desenvolve nos vários estratos de uma floresta, entre o subsolo e a copa das árvores, o leito do rio e o mar, o ambiente é povoado por insectos, outros pequenos animais e seres fantásticos que geram uma atmosfera encantada e transportam a fantasia para o nosso quotidiano”, lê-se na apresentação da Galeria de Arte Urbana, da Câmara Municipal de Lisboa.

13_pilarponte25abrilArtigo completo incluindo galeria de imagens no p3.publico.pt

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#1.2 A Ponte Eiffel em Viana do Castelo, Cadernos Vianenses, Tomo 43

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Aqui fica mais uma referência à Ponte Eiffel em Viana do Castelo. Se foi com ela que o blog começou, será natural ser aqui referenciada sempre que possível. Desta vez aproveito para partilhar um artigo publicado no Tomo 43 dos Cadernos Vianenses, elaborado pelo colega e amigo Rui Areal e por mim. Procurámos com esse artigo fazer uma descrição estrutural da ponte com linguagem corrente, tentando sempre que possível fugir aos chavões da engenharia. Achámos igualmente interessante introduzir o mesmo artigo com uma breve referência ao Engenheiro e Construtor Gustave Eiffel.

O artigo pode ser consultado na integra aqui: Cadernos Vianenses,Tomo 43

#47 Ponte do Vouga ou Ponte D. João V

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“Arquitectura de comunicações, quinhentista e setecentista. Ponte de tabuleiro com ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos. Três arcos pertencentes à reforma setecentista e doze da construção quinhentista. Dos arcos quinhentistas. o quarto e o quinto da série geral, são baixos, de desigual altura, para permitirem a rampa. O sétimo e o oitavo constituem o centro, e são dotados de pegões, alçando-se os talhamares.

Ponte de tabuleiro plano, formando ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos, semicirculares e em asa de cesto, desiguais entre si. O tabuleiro encurva na parte média, voltando-se para montante a concavidade. Guardas em ferro e passeios em paralelepípedos, ladeiam o pavimento alcatroado. Num dos acrotérios que ligam a guarda uma inscrição referindo o sua construção.

A Ponte joanina apresenta dois períodos distintos de construção, a do séc. 16 e do 18, distinguindo-se a as duas partes pelo aparelho utilizado e o traçado. Pertencem ao séc. 18, seguindo de sul para norte os três primeiros arcos; os doze restantes são quinhentistas. A obra setecentista teve por fim libertar dos lodaçais e inundações o trajecto inferior, elevando o pavimento por meio de arcos e não por terraplenos, para que as águas das enchentes se escoassem facilmente. Esses três arcos são perfeitos de traçado e execução. Os arcos antigos encontram-se siglados, pertencendo grande parte desses sinais ao alfabeto gótico final.” (in monumentos.pt)

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Inscrição existente na ponte: ESTA OBRA MAN / DOV FAZER O SENH / OR DOM IOAM REI / DE PORTUGAL O Q (v) INTO 5 QEV (SIC) DEOS G(UAR)DE / 1713 A (NOS).

No dia 12 de Novembro de 2011, e como se pode comprovar pela fotografia, a ponte ruiu num dos seus tramos. Transcreve-se o artigo seguinte do blog engenhariaeconstrução.com:

“Ruiu na noite passada uma ponte quinhentista sobre o rio Vouga. A queda da ponte da Estrada Nacional 1 (EN1) provocou a queda de um homem ao rio Vouga, tendo este sobrevivido por ter conseguido ficar agarrado durante mais de meia hora a um dos pilares, pedindo por socorro. Obviamente que depois da queda surge a polémica e o que é certo é que a ponte estava interdita aos veículos motorizados desde há cerca de um ano atrás, estando apenas aberta para as pessoas passarem. Em poucos meses o pilar da ponte assentou alguns centímetros pelo que se previa que o desastre estava iminente. A câmara municipal de Águeda já tinha encomendado um estudo sobre a conservação e segurança da ponte a uma empresa especializada, estudo esse que recomendava uma intervenção e que a ponte fosse encerrada ao trânsito no entretanto.

A câmara cumpriu o encerramento da ponte mas não avançou com a intervenção com base nas dificuldades económicas do município. Aguarda-se agora para saber se a câmara municipal de Águeda vai finalmente avançar para a tal intervenção… sempre a jusante dos desastres, como acontece tantas vezes em Portugal. (…)”

#46 Ponte do Cabeço do Vouga ou Ponte Velha do Marnel

Ponte Medieval do Rio Marnel
Fica situada a 100m da antiga Estrada Nacional n.º 1, permitindo a travessia do vale de Cabeço do Vouga. Encontra-se no traçado da extensa via romana que de Bracara Augusta se dirigia a Olisipo.
Esta ponte apresenta uma solução arquitectónica adaptada à amplitude e planura do largo vale. Possui três planos, os dois dos extremos em rampa, orientados sensivelmente no sentido Norte Sul, sugerindo a sua planta um “s” alongado. Este extenso traçado, com cerca de 120m, poderá resultar da procura dos pontos de fixação mais firmes, fundando-se no grés que constitui a rocha base.

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O tabuleiro, limitado por guardas de alvenaria, possui 5m de largura sendo suportado por cinco arcos desiguais. Os dois primeiros, situados em ambas as extremidades, são mais pequenos e de volta perfeita, tendo cerca de 4,80m de amplitude. Os três centrais são rebaixados e têm cerca de 8,10m de corda. As aduelas dos arcos apresentam pedras com siglas de finais da Idade Média. Os respectivos quatro pegões tem os talhamares situados somente a montante.
No lado Norte da ponte encontra-se um nicho-oratório, anteriormente transladado, sendo a edícula, de calcário, trabalho renascentista datado do século XVI. A imagem que aí se encontrava era uma escultura de barro setecentista de nossa Senhora do Rosário. O gradeamento que a encerra tem um letreiro com a data de 8 de Julho de 1717.

Ponte Medieval do Marnel (Lamas do Vouga)
A cronologia da implantação desta ponte levanta algumas questões, fazendo-se remontar a sua fundação ao período romano, pois seria neste o local onde a via romana, no troço que de Emínio (Coimbra) ia a Cale (Gaia/Porto), fazia travessia.
O antigo selo da Terra do Vouga, de 1310, apresenta como figura central uma ponte de cinco arcos, com pilares altos ao centro, devendo ser então o leito estreito e fundo. Em 1327 surge ainda referência à Ponte nova do Marnel.

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Já no reinado de D. João III realizaram-se importantes obras nessa ponte (1552), altura em que ou foi reconstruída ou construída de raiz. No século XVIII encontrar-se-ia muito assoreada, e em tempo de cheias só se passaria de barco. Presume-se que o intenso assoreamento, calculado em cerca de 6m, terá retirado a imponência à ponte tal como era retratada no século XIV.
Terá assim, eventualmente, existido uma ponte romana que foi substituída por uma medieval durante o século XIV, da qual nas obras do século XVI terá sido reaproveitado, como as pedras sigladas dos arcos. (in Ícones de Portugal)

Ponto Medieval do rio Marnel

#44 Ponte Velha do Faial

Até nas férias as pontes são elementos que me acompanham… Ponte quebrada do Faial!