Archive for the ‘ Viagens ’ Category

#61 Viaduto da Ferradosa

 

O Viaduto da Ferradosa permite o acesso à Ponte da Ferradosa a partir da margem Norte, seguindo paralelamente ao rio Douro.

Tem uma extensão total de cerca de 320m, repartidos por 14 vãos aparentes a rondar os 7m. O tabuleiro foi realizado em betão armado, essencialmente por elementos pré-fabricados, e é uma obra bastante peculiar.

Contém 13 pilares-parede muito largos, com secção rectangular variável em altura, onde apoiam directamente as vigas de suporte do tabuleiro.

No encontro esquerdo (do lado de Alegria), as vigas do tabuleiro apoiam directamente sobre os muros testa do encontro tipo cofre, enquanto no encontro direito (lado Ferradosa), foi executado parte de um pilar, que serve de apoio às vigas.

A obra apresenta uma largura total de 7.10m repartida por dois passeios laterais com 1.20m. Os passeios são conseguidos por intermédio de painéis de laje pré-fabricados, com secção transversal em “u” invertido, que assentam sobre vigas-consola dispostas transversalmente aos pilares. Existem três vigas-consola por pilar.

O tabuleiro dispõe ainda de guarda-balastro pré-fabricados, no interior à laje do passeio e praticamente toda a sua extensão, apoiados igualmente na viga-consola. Existem zonas onde os elementos guarda-balastro foram substituídos pela laje do tabuleiro.

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#62 Ponte da Ferradosa

A Ponte da Ferradosa permite o atravessamento ferroviário do rio Douro. Insere-se num vale em “V”, cujo escoamento do Rio é controlado pela Barragem da Valeira, a jusante, não existindo obstáculos próximos da obra de arte.

A ponte foi construída na sequência da construção da Barragem, de forma a garantir a cota de máxima cheia e o tirante de ar necessário à navegação (7m), e substitui uma ponte centenária constituída por tabuleiro metálico apoiado em pilares de alvenaria de granito, localizada a montante.

A ponte possui uma extensão total de 570m, correspondendo aproximadamente 194m ao desenvolvimento dos dois encontros (em muros de avenida) e 376m ao tabuleiro. Por sua vez, o tabuleiro é constituído por 3 estruturas distintas: 2 estruturas de acesso, uma em cada margem e realizadas em betão armado; e uma estrutura central realizada em treliça metálica.

A obra é dotada de aparelhos bloqueadores nos apoios de transição, que unem as estruturas de betão com a estrutura treliçada central para as acções horizontais longitudinais, como é o caso da acção da frenagem/arranque dos comboios e da acção sísmica.

A obra possui aparelhos de apoio unidireccionais (móveis longitudinalmente) do tipo “pot bearing” em todos os apoios, para transmissão das cargas verticais e forças horizontais no sentido transversal ao tabuleiro.

Nos encontros, existem batentes de neoprene “nas prumadas verticais do estribo de apoio do tabuleiro, cuja função passa por transmitir as forças horizontais exercidas no sentido tabuleiro-encontros. Estes apoios acabam por funcionar em complemento com os bloqueadores dos apoios de transição, na transmissão das forças horizontais longitudinais do tabuleiro para os maciços dos encontros.

Os pilares foram executados em betão e apresentam uma secção transversal circular com um diâmetro de 3 m. Nos apoios intermédios das estruturas de betão existe apenas um fuste por apoio, enquanto nos apoios de transição e nos apoios intermédios da treliça metálica existem dois fustes por apoio. Todos os pilares assentam em fundações directas.

Os encontros são realizados em maciços de betão simples, com grande altura e desenvolvimento em planta, dotados de armadura “de pele” no seu contorno exterior.

#59 Ponte Edgar Cardoso (Figueira da Foz)

Figueira da Foz 9 - Ponte Edgar CardosoA Ponte da Figueira da Foz tem um desenvolvimento total de 1421 m distribuído pelo encontro esquerdo com 25 m, o viaduto da margem esquerda com 630 m, a ponte com 405 m, o viaduto da margem direita com 315 m e o encontro direito com 46 m.

e14c763d-e006-4a16-95a2-6f9ddc21fd97O perfil transversal envolve uma plataforma com 20.00 m de largura, constituída por duas faixas de rodagem de 7.50 m cada, dois passeios de 2.00 m cada e um separador central de 1.00 m.

PonteA ponte de tirantes tem um desenvolvimento de 405 m e está dividida em três tramos, possuindo os tramos extremos 90 m e o tramo central 225 m. O tabuleiro, misto de aço e de betão, é suportado por duas torres auto-estáveis, dois pilares de transição e 6 pares de tirantes em cada torre com continuidade sobre estas.

1847_pte_edgar_cardoso_figueira_da_foz_s0006155As duas torres são de betão armado, e elevam-se cerca de 80 m acima do nível do plano médio de água. São compostas por quatro elementos rectangulares ocos, inclinados longitudinal e transversalmente, unidos dois a dois no seu topo e por uma grande travessa de secção quadrada e oca posicionada ao nível do coroamento. Estes elementos estão ainda interligados aproximadamente a meia altura, ao nível dos apoios do tabuleiro, por elementos laminares. Entre o tabuleiro e a base das torres, os elementos rectangulares inclinados estão reforçados por abas laminares nas direcções longitudinal e transversal.  Na base, cada uma das torres é suportada por quatro poços cilíndricos ocos com 5.00 m de diâmetro exterior e 4.20 m de diâmetro interior. Sobre estes poços existem quatro maciços cilíndricos, com 4.00 m de diâmetro, interligados entre si por vigas de betão armado pré-esforçado, com perfil em I.

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#57 Ponte das Várzeas

Ponte metálica, também conhecida como o Viaduto das Várzeas, é uma infra-estrutura ferroviária da Linha da Beira Alta, sobre a Ribeira das Várzeas, e está localizada junto à localidade de Luso.

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Foi construída pela Casa Eiffel, com um comprimento total de 280 m. A mesma foi aberta em Agosto de 1882. Mais tarde, em 1958 a ponte original foi substituída por uma outra erguida pela empresa alemã Krupp.

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[E]23 Ponte 25 de Abril com novas cores

Há criaturas fantásticas na ponte 25 de Abril

autoria José Vicente/GAU// data 10/02/2014 – 11:51

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Os pilares da ponte 25 de Abril, em Lisboa, têm novas cores, em composições de larga escala sob o tema “Natureza Viva”. O projecto conta com a participação de sete criadores nacionais — José Carvalho, Klit, Kruella d’Enfer, Mosaik, Regg, Tamara Alves e Violant — e inclui ainda um muro vizinho, em Alcântara. “Num ecossistema que se desenvolve nos vários estratos de uma floresta, entre o subsolo e a copa das árvores, o leito do rio e o mar, o ambiente é povoado por insectos, outros pequenos animais e seres fantásticos que geram uma atmosfera encantada e transportam a fantasia para o nosso quotidiano”, lê-se na apresentação da Galeria de Arte Urbana, da Câmara Municipal de Lisboa.

13_pilarponte25abrilArtigo completo incluindo galeria de imagens no p3.publico.pt

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#1.2 A Ponte Eiffel em Viana do Castelo, Cadernos Vianenses, Tomo 43

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Aqui fica mais uma referência à Ponte Eiffel em Viana do Castelo. Se foi com ela que o blog começou, será natural ser aqui referenciada sempre que possível. Desta vez aproveito para partilhar um artigo publicado no Tomo 43 dos Cadernos Vianenses, elaborado pelo colega e amigo Rui Areal e por mim. Procurámos com esse artigo fazer uma descrição estrutural da ponte com linguagem corrente, tentando sempre que possível fugir aos chavões da engenharia. Achámos igualmente interessante introduzir o mesmo artigo com uma breve referência ao Engenheiro e Construtor Gustave Eiffel.

O artigo pode ser consultado na integra aqui: Cadernos Vianenses,Tomo 43

#47 Ponte do Vouga ou Ponte D. João V

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“Arquitectura de comunicações, quinhentista e setecentista. Ponte de tabuleiro com ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos. Três arcos pertencentes à reforma setecentista e doze da construção quinhentista. Dos arcos quinhentistas. o quarto e o quinto da série geral, são baixos, de desigual altura, para permitirem a rampa. O sétimo e o oitavo constituem o centro, e são dotados de pegões, alçando-se os talhamares.

Ponte de tabuleiro plano, formando ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos, semicirculares e em asa de cesto, desiguais entre si. O tabuleiro encurva na parte média, voltando-se para montante a concavidade. Guardas em ferro e passeios em paralelepípedos, ladeiam o pavimento alcatroado. Num dos acrotérios que ligam a guarda uma inscrição referindo o sua construção.

A Ponte joanina apresenta dois períodos distintos de construção, a do séc. 16 e do 18, distinguindo-se a as duas partes pelo aparelho utilizado e o traçado. Pertencem ao séc. 18, seguindo de sul para norte os três primeiros arcos; os doze restantes são quinhentistas. A obra setecentista teve por fim libertar dos lodaçais e inundações o trajecto inferior, elevando o pavimento por meio de arcos e não por terraplenos, para que as águas das enchentes se escoassem facilmente. Esses três arcos são perfeitos de traçado e execução. Os arcos antigos encontram-se siglados, pertencendo grande parte desses sinais ao alfabeto gótico final.” (in monumentos.pt)

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Inscrição existente na ponte: ESTA OBRA MAN / DOV FAZER O SENH / OR DOM IOAM REI / DE PORTUGAL O Q (v) INTO 5 QEV (SIC) DEOS G(UAR)DE / 1713 A (NOS).

No dia 12 de Novembro de 2011, e como se pode comprovar pela fotografia, a ponte ruiu num dos seus tramos. Transcreve-se o artigo seguinte do blog engenhariaeconstrução.com:

“Ruiu na noite passada uma ponte quinhentista sobre o rio Vouga. A queda da ponte da Estrada Nacional 1 (EN1) provocou a queda de um homem ao rio Vouga, tendo este sobrevivido por ter conseguido ficar agarrado durante mais de meia hora a um dos pilares, pedindo por socorro. Obviamente que depois da queda surge a polémica e o que é certo é que a ponte estava interdita aos veículos motorizados desde há cerca de um ano atrás, estando apenas aberta para as pessoas passarem. Em poucos meses o pilar da ponte assentou alguns centímetros pelo que se previa que o desastre estava iminente. A câmara municipal de Águeda já tinha encomendado um estudo sobre a conservação e segurança da ponte a uma empresa especializada, estudo esse que recomendava uma intervenção e que a ponte fosse encerrada ao trânsito no entretanto.

A câmara cumpriu o encerramento da ponte mas não avançou com a intervenção com base nas dificuldades económicas do município. Aguarda-se agora para saber se a câmara municipal de Águeda vai finalmente avançar para a tal intervenção… sempre a jusante dos desastres, como acontece tantas vezes em Portugal. (…)”

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