Posts Tagged ‘ Alvenaria ’

#52 Ponte da Lagoncinha

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Ponte localizada na EN508 em Lousado, Vila Nova de Famalicão é em cantaria, com tabuleiro ligeiramente rampante, com guarda plena e pavimento lajeado, assente sobre seis arcos diferentes, apresentando-se uns em volta perfeita e outros quebrados. É ritmado por talhamares triangulares e quadrangulares.

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Cronologia: Época romana – Possível existência de uma ponte romana, por onde passava a via que ligava Porto a Braga; Idade Média – possível substituição da antiga ponte romana por uma outra nova; 1502, cerca de – caiu um arco da parte do lado do Porto tendo a Câmara daquela cidade procedido à sua reparação; 1533 – referências a novas reparações; 1563 – novas referências a reparações; séc. 18, meados – a criação da Barca da Trofa levou ao abandono da ponte da Lagoncinha no trajecto Porto / Braga; 1858 – a Barca da Trofa foi substituída por uma ponte de madeira até que nesta data foi construída uma ponte pênsil depois substituída por outra da cimento armado; 1952 – a ponte é submetida a profundas obras de restauro e reconstrução; 1953 – conclusão de obras restauro. (in monumentos.pt)

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(Informação retirada do site da SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico)

 

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#50 Ponte de Santar sobre o Rio Vez

Quando o trabalho se cruza com obras de arte deste tipo sabe sempre bem sair de casa. E sair do escritório!

#49 Ponte Filipina sobre o Rio Zêzere

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A Ponte Filipina sobre o Rio Zêzere, no concelho e distrito da Guarda, foi construída em 1631, durante o domínio filipino em Portugal.

A ponte é constituída por quatro arcos em alvenaria de pedra granítica apoiados em três pilares situados no leito do Rio Zêzere, e em dois encontros localizados nas margens, elementos estes também constituídos por alvenaria e pedra granítica argamassada com dimensão variável.

O tabuleiro tem uma extensão longitudinal de aproximadamente 90 metros, medidos entre faces de encontros. A largura da plataforma de circulação é de 3.75m.

Os arcos que constituem o apoio ao tabuleiro são constituídos por alvenaria de cantaria de granito com geometria bem definida com junta argamassada, materializando quatro vãos livres com 18.40 m, 16.65 m, 15.90 m e 15.40 m, respectivamente.

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Os três pilares centrais apresentam uma construção semelhante, sendo constituídos por pedra de alvenaria de granito. Apresentam uma secção aproximadamente rectangular constituída por segmentos rectos com 4.0m de desenvolvimento e uma largura média de 4.0m, terminando em quebra-mares triangulares.

Os encontros – E1 localizado a Poente da obra de arte e E2 a Nascente – são do tipo cofre, sendo igualmente constituídos por elementos de alvenaria granítica. No prolongamento dos encontros existem muros avenida de comprimentos variáveis entre os 18 m e 50 m.

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#47 Ponte do Vouga ou Ponte D. João V

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“Arquitectura de comunicações, quinhentista e setecentista. Ponte de tabuleiro com ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos. Três arcos pertencentes à reforma setecentista e doze da construção quinhentista. Dos arcos quinhentistas. o quarto e o quinto da série geral, são baixos, de desigual altura, para permitirem a rampa. O sétimo e o oitavo constituem o centro, e são dotados de pegões, alçando-se os talhamares.

Ponte de tabuleiro plano, formando ligeiro cavalete, assente sobre quinze arcos, semicirculares e em asa de cesto, desiguais entre si. O tabuleiro encurva na parte média, voltando-se para montante a concavidade. Guardas em ferro e passeios em paralelepípedos, ladeiam o pavimento alcatroado. Num dos acrotérios que ligam a guarda uma inscrição referindo o sua construção.

A Ponte joanina apresenta dois períodos distintos de construção, a do séc. 16 e do 18, distinguindo-se a as duas partes pelo aparelho utilizado e o traçado. Pertencem ao séc. 18, seguindo de sul para norte os três primeiros arcos; os doze restantes são quinhentistas. A obra setecentista teve por fim libertar dos lodaçais e inundações o trajecto inferior, elevando o pavimento por meio de arcos e não por terraplenos, para que as águas das enchentes se escoassem facilmente. Esses três arcos são perfeitos de traçado e execução. Os arcos antigos encontram-se siglados, pertencendo grande parte desses sinais ao alfabeto gótico final.” (in monumentos.pt)

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Inscrição existente na ponte: ESTA OBRA MAN / DOV FAZER O SENH / OR DOM IOAM REI / DE PORTUGAL O Q (v) INTO 5 QEV (SIC) DEOS G(UAR)DE / 1713 A (NOS).

No dia 12 de Novembro de 2011, e como se pode comprovar pela fotografia, a ponte ruiu num dos seus tramos. Transcreve-se o artigo seguinte do blog engenhariaeconstrução.com:

“Ruiu na noite passada uma ponte quinhentista sobre o rio Vouga. A queda da ponte da Estrada Nacional 1 (EN1) provocou a queda de um homem ao rio Vouga, tendo este sobrevivido por ter conseguido ficar agarrado durante mais de meia hora a um dos pilares, pedindo por socorro. Obviamente que depois da queda surge a polémica e o que é certo é que a ponte estava interdita aos veículos motorizados desde há cerca de um ano atrás, estando apenas aberta para as pessoas passarem. Em poucos meses o pilar da ponte assentou alguns centímetros pelo que se previa que o desastre estava iminente. A câmara municipal de Águeda já tinha encomendado um estudo sobre a conservação e segurança da ponte a uma empresa especializada, estudo esse que recomendava uma intervenção e que a ponte fosse encerrada ao trânsito no entretanto.

A câmara cumpriu o encerramento da ponte mas não avançou com a intervenção com base nas dificuldades económicas do município. Aguarda-se agora para saber se a câmara municipal de Águeda vai finalmente avançar para a tal intervenção… sempre a jusante dos desastres, como acontece tantas vezes em Portugal. (…)”

#46 Ponte do Cabeço do Vouga ou Ponte Velha do Marnel

Ponte Medieval do Rio Marnel
Fica situada a 100m da antiga Estrada Nacional n.º 1, permitindo a travessia do vale de Cabeço do Vouga. Encontra-se no traçado da extensa via romana que de Bracara Augusta se dirigia a Olisipo.
Esta ponte apresenta uma solução arquitectónica adaptada à amplitude e planura do largo vale. Possui três planos, os dois dos extremos em rampa, orientados sensivelmente no sentido Norte Sul, sugerindo a sua planta um “s” alongado. Este extenso traçado, com cerca de 120m, poderá resultar da procura dos pontos de fixação mais firmes, fundando-se no grés que constitui a rocha base.

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O tabuleiro, limitado por guardas de alvenaria, possui 5m de largura sendo suportado por cinco arcos desiguais. Os dois primeiros, situados em ambas as extremidades, são mais pequenos e de volta perfeita, tendo cerca de 4,80m de amplitude. Os três centrais são rebaixados e têm cerca de 8,10m de corda. As aduelas dos arcos apresentam pedras com siglas de finais da Idade Média. Os respectivos quatro pegões tem os talhamares situados somente a montante.
No lado Norte da ponte encontra-se um nicho-oratório, anteriormente transladado, sendo a edícula, de calcário, trabalho renascentista datado do século XVI. A imagem que aí se encontrava era uma escultura de barro setecentista de nossa Senhora do Rosário. O gradeamento que a encerra tem um letreiro com a data de 8 de Julho de 1717.

Ponte Medieval do Marnel (Lamas do Vouga)
A cronologia da implantação desta ponte levanta algumas questões, fazendo-se remontar a sua fundação ao período romano, pois seria neste o local onde a via romana, no troço que de Emínio (Coimbra) ia a Cale (Gaia/Porto), fazia travessia.
O antigo selo da Terra do Vouga, de 1310, apresenta como figura central uma ponte de cinco arcos, com pilares altos ao centro, devendo ser então o leito estreito e fundo. Em 1327 surge ainda referência à Ponte nova do Marnel.

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Já no reinado de D. João III realizaram-se importantes obras nessa ponte (1552), altura em que ou foi reconstruída ou construída de raiz. No século XVIII encontrar-se-ia muito assoreada, e em tempo de cheias só se passaria de barco. Presume-se que o intenso assoreamento, calculado em cerca de 6m, terá retirado a imponência à ponte tal como era retratada no século XIV.
Terá assim, eventualmente, existido uma ponte romana que foi substituída por uma medieval durante o século XIV, da qual nas obras do século XVI terá sido reaproveitado, como as pedras sigladas dos arcos. (in Ícones de Portugal)

Ponto Medieval do rio Marnel

#44 Ponte Velha do Faial

Até nas férias as pontes são elementos que me acompanham… Ponte quebrada do Faial!

#43 Ponte Medieval de Cabreiro

Situada no concelho de Arcos de Valdevez, perto da aldeia de Cabreiro, sobre o rio com o mesmo nome, encontramos mais uma obra de engenharia:

Ponte medieval lançada sobre o rio Cabreiro, notável pela monumental inscrição gravada no intradorso do arco mais pequeno . Com cerca de 3 metros de comprimento e escrita em gótico minúsculo com letras de grande tamanho, relata que a ponte foi feita por iniciativa do abade de Cabreiro, ao serviço do nobre Leonel de Lima, ao tempo portanto do rei Afonso V (terceiro quartel do século XV). É igualmente notável pela excelência da fábrica, apresentando-se solidamente assente nas margens e no pegão central reforçado com talhamar e talhante, do qual arrancam dois arcos, o maior em volta perfeita e o mais pequeno em ogiva. Para além da inscrição já referida no arco mais pequeno, o da margem direita, nos intradorsos são visíveis os encaixes dos cimbres. O tabuleiro, em cavalete, com guardas pétreas e lajeado, mede mais de 3 metros de largura e vence um triedro total superior a 20 metros. O aparelho dos paramentos é irregular e menos cuidado que o dos arcos. O monumento e a envolvência paisagística apresentam-se muito bem conservados.” in geira.pt

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