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#11.1 Ponte sobre o Rio Arade

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A Ponte sobre o Rio Arade consistiu num projecto do Engenheiro Civil Armando Rito, tendo sido construída pela empresa Conduril. Os tirantes responsáveis pela sustentação do tabuleiro foram executados pela Freyssinet.

 A Variante de Portimão foi consignada em Novembro de 1987, tendo-se iniciado os trabalhos de construção da ponte no ano seguinte, em Abril de 1988, e betonado o fecho central na noite de 31 de Julho de 1991. Os ensaios de recepção realizaram-se em Agosto e a obra foi inaugurada em 13 de Setembro de 1991.

 A obra compreende numa ponte de tirantes com três tramos, composta por um tabuleiro em betão armado pré-esforçado, com um tramo central de 256,00 m e dois vãos extremos de 107,00 m. A suspensão total é concretizada a partir das duas torres de betão armado em forma de Y invertido com 61,50 m de altura, por tirantes afastados entre si de 8,00 m ao longo do tabuleiro.

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 Os viadutos de acesso nascente e poente à ponte têm vãos correntes de 30,00 m e vãos extremos de 24,00 e 27,00 m, respetivamente do lado dos encontros e do lado da ponte, totalizando comprimentos de 231,00 e 141,00 m.

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 O tabuleiro da ponte, em betão armado pré-esforçado, é formado por dois caixões longitudinais A sua união é conseguida por meio de uma laje superior. O tabuleiro tem uma largura total de 17,00 m sendo 12,00 m a largura total entre guarda de segurança, largura que acomoda as faixas de rodagem. O tabuleiro possui carlingas pré-esforçadas afastadas entre si 4,00 m.

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 O tabuleiro dos viadutos de acesso exibe uma geometria exterior muito semelhante à da ponte, variando apenas a largura, cujo disfarce é efetuado sobre os pilares de transição. Internamente, as nervuras variam entre maciças e vazadas em função das necessidades estruturais. O tabuleiro é em betão armado pré-esforçado na direção longitudinal e armado na direção transversal.

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As fundações das torres e dos pilares de transição são compostas por estacas de diâmetro de 1,10 m. Nas torres, as estacas são encabeçadas por maciços pré-esforçados por barras e ligados por vigas transversais, também pré-esforçadas.

Dada a natureza problemática do solo de fundação, as estacas atingem profundidades elevadas, em média cerca de 50 metros, atingindo um máximo de 63 metros.

 Os pilares dos viadutos de acesso são elípticos e assentam nos maciços de betão armado, de forma triangular, que encabeçam um grupo de três estacas de 1,00 m de diâmetro por pilar, estando estes maciços ligados entre si por uma viga de travamento transversal.

 A obra dispõe apenas de duas juntas nas suas extremidades sobre os encontros sendo contínua sobre os pilares de transição.

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 Os encontros são de betão armado, fundados igualmente em estacas de 1,00 m de diâmetro, encabeçadas por estribos, e são dotados de muros de ala e de muros de retenção de terras.

 O desenvolvimento total de Ponte sobre o Rio Arade, incluindo viadutos de acesso, é de 842,00 m.

Uma das originalidades, na concepção estrutural, reside no facto de estes 850 metros aliarem a suspensão total à ausência de qualquer ligação rígida impeditiva de deslocamentos, em qualquer direcção horizontal. Apenas dispõe de amortecedores de oscilações. Consegue-se, desta forma, que a obra se torne praticamente isolada das acções
sísmicas, funcionando como um pêndulo livre, capaz de oscilar em qualquer direcção.
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Quantidades de materiais consumidos na obra:

 Betão:

  • Fundações – 8000 m3
  • Torres e pilares – 2800 m3
  • Tabuleiro – 8800 m3

 Aço de pré-esforço:

  • Em barras – 125 ton
  • Em cordão (tabuleiro) – 190 ton
  • Em cordão (tirantes) – 290 ton

 Aço passivo:

  • Fundações – 300 ton
  • Tabuleiro, torre e pilares – 1400 ton

Desde o final de 2015 e durante o ano de 2016 a obra está a ser sujeita a obras de reabilitação que insidem essencialmente em:

  • reabilitação do betão armado
  • reabilitação / substituição de aparelhos de apoio
  • substituição de juntas de dilatação
  • reabilitação dos tirantes com substituição de cordões
  • reabilitação de serralharias
  • execução de pinturas

Bibliografia consultada
– João Almeida, Luís Oliveira Santos – “Pontes atirantadas do Guadiana e do Arade” – LNEC
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#59 Ponte Edgar Cardoso (Figueira da Foz)

Figueira da Foz 9 - Ponte Edgar CardosoA Ponte da Figueira da Foz tem um desenvolvimento total de 1421 m distribuído pelo encontro esquerdo com 25 m, o viaduto da margem esquerda com 630 m, a ponte com 405 m, o viaduto da margem direita com 315 m e o encontro direito com 46 m.

e14c763d-e006-4a16-95a2-6f9ddc21fd97O perfil transversal envolve uma plataforma com 20.00 m de largura, constituída por duas faixas de rodagem de 7.50 m cada, dois passeios de 2.00 m cada e um separador central de 1.00 m.

PonteA ponte de tirantes tem um desenvolvimento de 405 m e está dividida em três tramos, possuindo os tramos extremos 90 m e o tramo central 225 m. O tabuleiro, misto de aço e de betão, é suportado por duas torres auto-estáveis, dois pilares de transição e 6 pares de tirantes em cada torre com continuidade sobre estas.

1847_pte_edgar_cardoso_figueira_da_foz_s0006155As duas torres são de betão armado, e elevam-se cerca de 80 m acima do nível do plano médio de água. São compostas por quatro elementos rectangulares ocos, inclinados longitudinal e transversalmente, unidos dois a dois no seu topo e por uma grande travessa de secção quadrada e oca posicionada ao nível do coroamento. Estes elementos estão ainda interligados aproximadamente a meia altura, ao nível dos apoios do tabuleiro, por elementos laminares. Entre o tabuleiro e a base das torres, os elementos rectangulares inclinados estão reforçados por abas laminares nas direcções longitudinal e transversal.  Na base, cada uma das torres é suportada por quatro poços cilíndricos ocos com 5.00 m de diâmetro exterior e 4.20 m de diâmetro interior. Sobre estes poços existem quatro maciços cilíndricos, com 4.00 m de diâmetro, interligados entre si por vigas de betão armado pré-esforçado, com perfil em I.

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#45 Ponte Salvador – Itaparica

 

Vai ser construída uma ponte de 12 Km que vai unir Salvador à Ilha de Itaparica. O projecto da obra esteve a cargo do consórcio formado pela OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht Transport. A ponte terá 6 faixas de trânsito, tendo no total uma largura de 27 metros. Os pilares da ponte terão um afastamento de 200 a 250 metros, permitindo assim que se veja a paisagem da baía. A construção deverá durar cerca de quatro anos, começando em 2014 e terminando em 2018.


Um aspecto muito particular desta ponte é o trecho móvel, por onde a estrutura das vias rodará sobre o próprio eixo permitindo assim a passagem de elementos de elevado porte, como por exemplo plataformas de petróleo. Este trecho terá um vão de 160 metros, e quando estiver em funcionamento o trânsito será interrompido, até que o processo seja completado.

 

 

Veja de seguida um vídeo onde pode ver a ponte que vai ser construída, assim como o funcionamento do trecho móvel.

Prevê-se que o custo de construção da mesma ascenda a R$ 7 bilhões.

O artigo original pode ser consultado na página Engenharia E Construção

#30 Ponte de Rande

No passado fim de semana resolvi matar saudades de Santiago de Compostela. Permitiu-me dessa forma reencontrar a Ponte de Rande (1978), que faz a ligação entre Vigo e Pontevedra, através da Autoestrada do Atlántico. É, sem dúvida, um símbolo da Ria de Vigo e Galiza.

O tramo central tem um vão de 400,14 m sendo que os dois restantes vãos (extremos) têm 147,42 m. O tabuleiro é formado por um sistema misto de betão e aço. Os pilares principais, em H, atingem uma altura de 128 m. O tabuleiro é atirantado a estes por um sistema de cabos de pré-esforço em “harpa”. o corte transversal do tabuleiro tem uma largura de 23,46 m e altura de 2,46 m conferindo-lhe uma agradável esbelteza.

Em pesquisa pela internet li em vários locais na possibilidade futura de o tabuleiro ser alargado utilizando para tal uma solução curiosa em que serão criados dois “novos tabuleiros” paralelos e exteriores à ponte existente e apoiados nesta transversalmente mantendo como sistema de atirantamento o mesmo sistema da ponte existente.

#24 Ponte sobre o Rio Colorado junto à Barragem Hoover

A construção da nova ponte sobre o rio Colorado, junto à barragem Hoover, teve como principal objectivo ultrapassar os problemas de congestionamento de tráfego, provocados pelas restrições de circulação sobre a barragem. Esta ponte, que abriu ao tráfego no final de 2010, é a peça central de um enorme projecto de construção denominado Complexo de Bypass da Barragem Hoover. (…)

O tabuleiro tem cerca de 600 m de comprimento e foi construído sobre um arco duplo de betão armado em pré-esforço, com 320 m de vão. Esta estrutura massiva, que exigiu 7300 toneladas de aço de reforço, 600 km de cabo de aço e 23 mil metros cúbicos de betão, situa-se a 270 m acima do Rio Colorado, sendo a sétima ponte mais alta do mundo. Os pilares extremantes têm cerca de 90 metros de altura. (…)” in engenhariacivil.com com fotografias de Jamey Stillings



#23 Ponte Vasco da Gama

Se há obra de que um Engenheiro Civil se deve orgulhar, esta é sem dúvida uma delas! Invejo todos aqueles que estiveram ligados à concepção e construção da mesma. Simplesmente uma obra de arte!

Algumas estatísticas ligadas à sua construção:

Comprimento total da travessia

17.185 m

Comprimento da Ponte Principal

826 m

Comprimento do vão principal

420 m

Altura dos pilares do vão principal

148 m

Altura livre para a navegação

47 m

Volume total de betão

730.000 m3

Peso do aço em armaduras

100.000 toneladas

Total de vigas – tabuleiro pré-fabricadas

150

Volume total de movimentação de terras

1.400.000 m3

Área total de tapete betuminoso

400.000 m2

Número máximo de trabalhadores

3.300

Prazo da construção

Fevereiro de 1995 a Março de 1998

Referencio aqui o destaque dado à mesma pelo blog Engenharia Civil, e pelo site da LusoPonte. Partilho ainda uma última fotografia que evidencia a grandiosidade da Ponte Vasco da Gama!

#11 Ponte sobre o Rio Arade (Portimão)

Abro a semana com mais uma obra de “calendário” da empresa Conduril de destacável beleza. Quem por lá passa não fica indiferente. “Ponte de tirantes de suspensão total com uma configuração do tipo misto entre leque e harpa. O vão central da ponte tem 256m e os dois vãos laterais 107 m. Os viadutos de acesso tem vãos múltiplos de 30 m.”