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#60 Ponte D. Luís I, no Porto, faz 130 anos

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Projetada por Teófilo Seyrig, a Ponte D. Luís I foi inaugurada em 1886 para ligar a cidade do Porto a Vila Nova de Gaia. A ponte, que tem 395 metros de comprimento, faz esta segunda-feira [31.10.2016] 130 anos.

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Faz esta segunda-feira 130 anos que a Ponte D. Luís I, no Porto, foi inaugurada. Projetada pelo engenheiro belga Teófilo Seyrig, um dos discípulos do arquiteto francês Gustave Eiffel, a estrutura de 395 metros de comprimento e oito de largura, foi construída para substituir a antiga ponte suspensa que existia no mesmo local.

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Apesar de o tabuleiro superior da ponte – que hoje é ocupado por uma das linhas do Metro do Grande Porto (liga a zona da Catedral ao Jardim do Morro e à Avenida da República, em Vila Nova de Gaia) – ter sido inaugurado em 1886, o tabuleiro inferior só ficou concluído em 1888. Desde 2005 que este tabuleiro inferior serve para circulação de carros e peões.

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 O arco de ferro icónico da Ponte D. Luís I é considerado o maior arco do mundo em ferro forjado. Quando foi inaugurada, a ponte pesava 3.045 toneladas. Foi inicialmente iluminada por 40 candeeiros de gás, 24 no tabuleiro superior, oito no inferior e oito nos encontros.
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Reza a lenda que o nome inicial da ponte era “Ponte Luiz I” porque o rei D. Luís I não esteve na inauguração e a população decidiu retirar o “Dom”. Mas as inscrições nas placas sobre as entradas do tabuleiro inferior confirmariam o nome “Ponte D. Luís I”.

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Texto original in Observador

Dados “soltos”:

  • A obra foi adjudicada em 21 de Novembro de 1881 à empresa Société Willebreck, de Bruxelas, de que era administrador Théophile Seyrig, discípulo de Gustave Eiffel, e autor do projecto da nova ponte;
  • As obras começaram no ano de 1881 e desenrolaram-se até 1887;
  • Em 26 de Maio de 1886 foram realizados os primeiros testes à ponte, sujeitando-a a cargas de 2 mil kg por metro linear de viga;
  • Em  30 Outubro  de 1886 terminam os trabalhos de construção do arco e do tabuleiro superior;
  • A 31 Outubro de 1886 inaugura-se o tabuleiro superior da ponte e em 1887 dá-se a inauguração do tabuleiro inferior, com o que ficam concluídas as obras de construção da nova ponte;
  • Foi uma ponte com portagem (cinco reis por pessoa) instituída, um dia depois da inauguração do tabuleiro superior, a 1 de Novembro de 1886 e que só deixariam de ser cobradas a 1 de Janeiro de 1944, ou seja, quase 58 anos depois;
  • Arco com 172 m, Tabuleiro superior com 392 m de comprimento e o inferior com 174 m de comprimento.

Outra informação obtida in Porto Património Mundial

#11.1 Ponte sobre o Rio Arade

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A Ponte sobre o Rio Arade consistiu num projecto do Engenheiro Civil Armando Rito, tendo sido construída pela empresa Conduril. Os tirantes responsáveis pela sustentação do tabuleiro foram executados pela Freyssinet.

 A Variante de Portimão foi consignada em Novembro de 1987, tendo-se iniciado os trabalhos de construção da ponte no ano seguinte, em Abril de 1988, e betonado o fecho central na noite de 31 de Julho de 1991. Os ensaios de recepção realizaram-se em Agosto e a obra foi inaugurada em 13 de Setembro de 1991.

 A obra compreende numa ponte de tirantes com três tramos, composta por um tabuleiro em betão armado pré-esforçado, com um tramo central de 256,00 m e dois vãos extremos de 107,00 m. A suspensão total é concretizada a partir das duas torres de betão armado em forma de Y invertido com 61,50 m de altura, por tirantes afastados entre si de 8,00 m ao longo do tabuleiro.

Sem Título 1

 Os viadutos de acesso nascente e poente à ponte têm vãos correntes de 30,00 m e vãos extremos de 24,00 e 27,00 m, respetivamente do lado dos encontros e do lado da ponte, totalizando comprimentos de 231,00 e 141,00 m.

Sem Título 3

 O tabuleiro da ponte, em betão armado pré-esforçado, é formado por dois caixões longitudinais A sua união é conseguida por meio de uma laje superior. O tabuleiro tem uma largura total de 17,00 m sendo 12,00 m a largura total entre guarda de segurança, largura que acomoda as faixas de rodagem. O tabuleiro possui carlingas pré-esforçadas afastadas entre si 4,00 m.

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 O tabuleiro dos viadutos de acesso exibe uma geometria exterior muito semelhante à da ponte, variando apenas a largura, cujo disfarce é efetuado sobre os pilares de transição. Internamente, as nervuras variam entre maciças e vazadas em função das necessidades estruturais. O tabuleiro é em betão armado pré-esforçado na direção longitudinal e armado na direção transversal.

Sem Título 2

As fundações das torres e dos pilares de transição são compostas por estacas de diâmetro de 1,10 m. Nas torres, as estacas são encabeçadas por maciços pré-esforçados por barras e ligados por vigas transversais, também pré-esforçadas.

Dada a natureza problemática do solo de fundação, as estacas atingem profundidades elevadas, em média cerca de 50 metros, atingindo um máximo de 63 metros.

 Os pilares dos viadutos de acesso são elípticos e assentam nos maciços de betão armado, de forma triangular, que encabeçam um grupo de três estacas de 1,00 m de diâmetro por pilar, estando estes maciços ligados entre si por uma viga de travamento transversal.

 A obra dispõe apenas de duas juntas nas suas extremidades sobre os encontros sendo contínua sobre os pilares de transição.

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 Os encontros são de betão armado, fundados igualmente em estacas de 1,00 m de diâmetro, encabeçadas por estribos, e são dotados de muros de ala e de muros de retenção de terras.

 O desenvolvimento total de Ponte sobre o Rio Arade, incluindo viadutos de acesso, é de 842,00 m.

Uma das originalidades, na concepção estrutural, reside no facto de estes 850 metros aliarem a suspensão total à ausência de qualquer ligação rígida impeditiva de deslocamentos, em qualquer direcção horizontal. Apenas dispõe de amortecedores de oscilações. Consegue-se, desta forma, que a obra se torne praticamente isolada das acções
sísmicas, funcionando como um pêndulo livre, capaz de oscilar em qualquer direcção.
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Quantidades de materiais consumidos na obra:

 Betão:

  • Fundações – 8000 m3
  • Torres e pilares – 2800 m3
  • Tabuleiro – 8800 m3

 Aço de pré-esforço:

  • Em barras – 125 ton
  • Em cordão (tabuleiro) – 190 ton
  • Em cordão (tirantes) – 290 ton

 Aço passivo:

  • Fundações – 300 ton
  • Tabuleiro, torre e pilares – 1400 ton

Desde o final de 2015 e durante o ano de 2016 a obra está a ser sujeita a obras de reabilitação que insidem essencialmente em:

  • reabilitação do betão armado
  • reabilitação / substituição de aparelhos de apoio
  • substituição de juntas de dilatação
  • reabilitação dos tirantes com substituição de cordões
  • reabilitação de serralharias
  • execução de pinturas

Bibliografia consultada
– João Almeida, Luís Oliveira Santos – “Pontes atirantadas do Guadiana e do Arade” – LNEC
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#59 Ponte Edgar Cardoso (Figueira da Foz)

Figueira da Foz 9 - Ponte Edgar CardosoA Ponte da Figueira da Foz tem um desenvolvimento total de 1421 m distribuído pelo encontro esquerdo com 25 m, o viaduto da margem esquerda com 630 m, a ponte com 405 m, o viaduto da margem direita com 315 m e o encontro direito com 46 m.

e14c763d-e006-4a16-95a2-6f9ddc21fd97O perfil transversal envolve uma plataforma com 20.00 m de largura, constituída por duas faixas de rodagem de 7.50 m cada, dois passeios de 2.00 m cada e um separador central de 1.00 m.

PonteA ponte de tirantes tem um desenvolvimento de 405 m e está dividida em três tramos, possuindo os tramos extremos 90 m e o tramo central 225 m. O tabuleiro, misto de aço e de betão, é suportado por duas torres auto-estáveis, dois pilares de transição e 6 pares de tirantes em cada torre com continuidade sobre estas.

1847_pte_edgar_cardoso_figueira_da_foz_s0006155As duas torres são de betão armado, e elevam-se cerca de 80 m acima do nível do plano médio de água. São compostas por quatro elementos rectangulares ocos, inclinados longitudinal e transversalmente, unidos dois a dois no seu topo e por uma grande travessa de secção quadrada e oca posicionada ao nível do coroamento. Estes elementos estão ainda interligados aproximadamente a meia altura, ao nível dos apoios do tabuleiro, por elementos laminares. Entre o tabuleiro e a base das torres, os elementos rectangulares inclinados estão reforçados por abas laminares nas direcções longitudinal e transversal.  Na base, cada uma das torres é suportada por quatro poços cilíndricos ocos com 5.00 m de diâmetro exterior e 4.20 m de diâmetro interior. Sobre estes poços existem quatro maciços cilíndricos, com 4.00 m de diâmetro, interligados entre si por vigas de betão armado pré-esforçado, com perfil em I.

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#6.3 Ponte TGV Espanha: Time Lapse

Pequeno video [time-lapse] da construção do viaduto até ao momento: